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Esporte São Paulo: Casares cita injustiças e questiona impeachment em grupo interno Gabriel Sá Do UOL, em São Paulo 12/01/2026 12h22 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Julio Casares, presidente do São Paulo, no CT da Barra Funda Imagem: Reprodução/Instagram Na semana decisiva para a votação do processo de seu possível impeachment no Conselho Deliberativo do São Paulo, o presidente Julio Casares mandou recado aos conselheiros em um grupo de Whatsapp e discutiu com Daurio Speranzini, conselheiro vitalício. A discussão começou após Daurio enviar um recado aos integrantes do grupo reforçando a importância da participação no processo. Sem indicar posicionamento favorável ou contrário ao impeachment, o conselheiro destacou que a presença na votação é uma obrigação estatutária. "Não vou sugerir como votar, mas apenas lembrá-los que temos o dever do voto. Afinal, estamos conselheiros para exatamente colocar nossas opiniões através do voto. Essa é uma das únicas atribuições dos conselheiros. Se não comparecermos, estaremos indiretamente dizendo que não nos preocupamos com o São Paulo Futebol Clube", escreveu Daurio. Alexandre Borges Militantes reduzem 'O Agente Secreto' a post Sakamoto Wagner devia ser orgulho, e não ira de falsos patriotas Daniela Lima Ações de Trump no Caribe racham governo Lula PVC Negociação do Palmeiras por Almada é inviável A manifestação provocou reação do presidente Julio Casares, que questionou a legitimidade de julgamentos internos e alertou para o risco de injustiças institucionais. Em mensagem enviada ao grupo, Casares citou episódios do passado do clube como exemplo. "O Pimenta, o maior presidente campeão da nossa história, nomeado por mim Patrono da Gestão, foi expulso e reintegrado anos depois. E a sua reputação? Mancharam? Estamos dispostos a cometer mais injustiças? Quem cometer injustiças será cobrado pelo próprio travesseiro", afirmou o presidente. Em outra mensagem, Casares reforçou o argumento jurídico contra o impeachment e mencionou um parecer interno como fator decisivo. "O Conselho Consultivo já decidiu que não há elementos jurídicos para um pedido de impeachment. Decisão que parece importante para uma demanda eventual. Abraços a todos. Viva a vitória na Copinha. Mais uma!", escreveu. Daurio respondeu tentando conter o tom do debate e afastar qualquer interpretação de ataque pessoal, reiterando que seu posicionamento se limitava ao estímulo à participação democrática dos conselheiros. Apesar disso, Casares voltou a afirmar que apenas expressava opiniões e que o grupo deveria relembrar injustiças ocorridas "dentro e fora do clube". Em contato com a reportagem do UOL, Casares afirma que só debateu para que "evitem novas injustiças históricas, dentro e fora do clube". Continua após a publicidade Semana decisiva para Casares Nessa sexta-feira (16), a partir das 18h30, os conselheiros votarão o pedido de impeachment do presidente Julio Casares. A aprovação depende de 191 votos favoráveis ao andamento do processo, o que afastaria imediatamente o mandatário de seu cargo. Em caso de pedido aprovado, o presidente do Conselho terá 30 dias para convocar Assembleia Geral. Na Assembleia, a decisão passa aos sócios. Nesse caso, basta maioria simples para confirmar a destituição definitiva. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora CEO da Heineken renuncia após vendas fracas e pressão de investidores Yasmin Brunet curte passeio de barco em Fernando de Noronha Trump admite deixar Exxon Mobil fora da Venezuela após queixa da petroleira Trump diz que Irã ligou para negociar; Teerã fala em 'guerra e diálogo' Menos modismo, mais ciência: como estruturar uma alimentação saudável