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Só para assinantes Assine UOL Opinião São Paulo: gestão Casares cai, e escolhas de Massis dirão caminho escolhido Pedro Lopes Colunista do UOL 23/01/2026 05h30 Deixe seu comentário Harry Massis Júnior, presidente interino do São Paulo, antes de Majestoso pelo Paulistão 2026, na Neo Química Arena Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF Carregando player de áudio Ler resumo da notícia A gestão montada pelo agora ex-presidente Julio Casares está caindo no São Paulo. Casares foi afastado na última sexta, e renunciou na quarta. Sem a sombra dele, o agora presidente em exercício Harry Massis Jr. começou a fazer mudanças mais profundas e surpreendentes. Surpreendentes porque a coluna tinha ouvido do próprio Massis que elas seriam difíceis e improváveis nestes primeiros meses. Fato é que o novo presidente acertou a saída do superintendente geral Marcio Carlomagno, que era nome de confiança de Casares, e do diretor social Antonio Donizete Gonçalves, outro aliado importante do ex-presidente. As denúncias do camarote clandestino já tinham resultado no afastamento do diretor adjunto da base Douglas Schwartzmann e a diretoria feminina, cultural e de eventos Mara Casares. Ainda em dezembro, o então diretor de futebol Carlos Belmonte e seus adjuntos Fernando Bracalle e Nelson Marques entregaram os cargos. Casagrande Santos empata com grande colaboração de Hugo PVC Gabigol é carisma e carisma não se explica Sakamoto Constrangimento do STF com Toffoli tem limites? Alexandre Borges O fim de uma ordem mundial que nunca existiu A mudança não é completa, mas suficiente para que se tenha clareza do fim da gestão Casares dentro do clube, principalmente no entorno do departamento de futebol, o mais importante aos olhos do torcedor. As escolhas de Massis daqui para frente são importantes, e vão mostrar por qual trilho o São Paulo pretende andar nos próximos meses. Os escândalos que assolam o clube e vários dos seus dirigentes precisam ser plenamente investigados e julgados. Enquanto isso acontece, entretanto, já é possível dizer que o São Paulo é uma vítima do amadorismo. Algumas pessoas que nunca operaram nesse nível em suas carreiras profissionais passam a ser responsáveis por parte da gestão de um clube que está faturando praticamente R$ 1 bilhão. Gestão essa sem mecanismos mínimos de governança corporativa, a ponto de dizer em sua própria defesa que faz pagamentos milionários em dinheiro vivo. Isso porque o torcedor só sabe da superfície, e não das dezenas de diretorias menores que se espalham pelo clube. É toda uma economia particular de favores, ingressos, shows, camarotes, influência, cargos. Não é razoável nem realista esperar que Massis ou qualquer outro nome rompa com a cultura do São Paulo até as eleições de dezembro. As medidas podem, entretanto, dar um recado importante: o de que é possível começar a andar por outros caminhos. Continua após a publicidade As primeiras grandes escolhas estão nos nomes que devem chegar para substituição dos que saíram, principalmente no departamento de futebol. Virão conselheiros politicamente alinhados para ocupar cargos cruciais como a gestão da base e do próprio elenco profissional? A apuração da coluna indica que, pelo menos por enquanto, não. O São Paulo deve buscar opções de mercado, profissionais. É preciso aguardar e ver se isso se concretiza. Entre o desenrolar das investigações cíveis e criminais, as saídas que serão buscadas para a monumental crise de imagem e de gestão e as eleições presidenciais no fim do ano, o São Paulo tem pela frente um ano que pode virar marco na sua história. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Pedro Lopes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Abdelmassih deixa o 'presídio dos famosos' em meio a pedido de domiciliar 'Interferiu no resultado': Comentaristas debatem arbitragem em clássico Corinthians se divertia na Vila de Neymar até Hugo Souza estragar a festa Trump sugere colocar Otan 'à prova' para lidar com imigração na fronteira Tenistas são presos após atos racistas durante torneio disputado em SC