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Jeffrey Epstein Chuck Schumer Virginia Giuffre Capitólio ex príncipe Andrew

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Meio sem querer, coletiva de vítimas de Epstein expõe a força do machismo Milly Lacombe Colunista do UOL 10/02/2026 13h43 Deixe seu comentário Senador norte-americano Chuck Schumer, líder da maioria no Senado dos Estados Unidos Imagem: REUTERS/Elizabeth Frantz Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Algumas das vítimas de Jeffrey Epstein e de sua equipe de abusadores pedófilos deram uma coletiva de imprensa no Capitólio nesse 10 de fevereiro. A intenção era apresentar o projeto de lei que pretende acabar com a prescrição em casos de crimes sexuais. O nome da lei é "Virginia's Law", ou Lei Virginia, em homenagem a Virginia Giuffre, uma das primeiras mulheres a denunciar Jeffrey Epstein e o ex príncipe Andrew. Ela se suicidou em 2025, aos 41 anos. No Capitólio, vítimas e a família de Virgínia lançaram o projeto de lei para pedir sua aprovação. Disseram que não descansarão sem que os arquivos sejam revelados na íntegra e que seguirão lutando por justiça e pelo fim das prescrições. A coletiva foi aberta pelo líder democrata no senado, Chuck Schumer, de 76 anos, um dos políticos mais experientes em atuação hoje nos Estados Unidos. Logo na abertura, o senador achou que seria de bom tom chamar as sobreviventes de "mulheres bonitas". Josias de Souza STJ e STF enfrentam temporal inédito e corrosivo Juca Kfouri Neymar deveria assumir o Santos imediatamente Milly Lacombe Vamos colocar Andreas Pereira em perspectiva? José Paulo Kupfer Inflação de janeiro confirma espaço para BC cortar juros Schumer é um desses homens que está do lado certo batalhando por justiça. Não há dúvida de que está nutrido de boas intenções. Ainda assim, o que ele consegue ver nas corajosas mulheres que lutam por justiça, e que estavam atrás dele na coletiva, era beleza. A coletiva foi liderada por ele. Era ele que voltava ao centro depois que uma vítima ou familiar falava. Schumer sem dúvida tem papel importante na aprovação da lei, mas ele não deveria ser o centro das atenções durante uma coletiva das vítimas de Epstein. Mas eis aí precisamente é a força do patriarcado. Ela se manifesta nos melhores núcleos fantasiada das melhores intenções. Homens bons e aliados entram na luta para liderá-la. A coletiva foi comovente. As vítimas e a família de Virginia choraram e exigiram justiça. Esse deveria ter sido o tom. A luta de Schumer seria nos bastidores, saindo da frente para que vejamos e escutemos as - e os - sobreviventes. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Itamaraty: guerra na Ucrânia tem 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos Reduzir a 6x1, mas aumentar jornada para 9h é chamar eleitor de otário Petro afirma ter escapado de tentativa de assassinato por narcotraficantes STJ e STF enfrentam urucubaca sob temporal inédito e corrosivo Empresa ligada ao caso Fictor põe vice de Leila em ação contra o Palmeiras