O artigo analisa criticamente os cursos ministrados por Juliano Cazarré, argumentando que eles reforçam conceitos de poder, controle e dominação masculina. A autora Milly Lacombe defende que esses cursos promovem uma visão patriarcal e colonial de gênero, incentivando a rejeição do feminino e a manutenção de hierarquias sociais prejudiciais.
A colunista Milly Lacombe discute o Dia Internacional do Trabalho, ressaltando suas origens históricas e a importância do movimento feminista em sua concepção. Ela critica a forma como os movimentos trabalhistas posteriores negligenciaram a pauta do trabalho doméstico, argumentando que a reforma das regras trabalhistas sem o desmantelamento do patriarcado é insuficiente para alcançar a verdadeira igualdade.
O artigo discute como o poder, especialmente em estruturas masculinistas, se articula através de festas e encontros privados, muitas vezes envolvendo atividades sexuais e uso de substâncias. A autora Milly Lacombe expõe que esses métodos são utilizados para determinar promoções, negócios e parcerias, excluindo mulheres de decisões importantes e reforçando o patriarcado.
A colunista Milly Lacombe discute a proposta de punição a Neymar por uma declaração considerada misógina, argumentando contra a punição formal e defendendo medidas educativas e de conscientização. A autora sugere que a reeducação do jogador, através do envolvimento com vítimas de violência e leitura, seria mais eficaz para a transformação social do que multas e suspensões.
A criminalização da misoginia representa uma vitória para a luta feminista, mas a autora Milly Lacombe argumenta que essa conquista legal é apenas o primeiro passo. É fundamental popularizar a compreensão do que é misoginia, diferenciando-a do machismo, e investir em educação e pedagogia para combater essa ideologia. A autora também ressalta a necessidade de mudanças na estrutura financeira e econômica da sociedade para garantir a liberdade material das mulheres.
O artigo argumenta que o caso Jeffrey Epstein deve ser compreendido dentro das estruturas do patriarcado, e não como um sintoma do capitalismo ou de conspirações políticas. A autora defende que a violência contra mulheres e a dominação masculina são elementos centrais que organizam a sociedade e fundamentam sistemas econômicos.
A coletiva de imprensa de vítimas de Jeffrey Epstein no Capitólio, promovida para apresentar um projeto de lei contra prescrição de crimes sexuais, expôs a força do machismo. O senador Chuck Schumer, ao chamar as sobreviventes de "mulheres bonitas" e centralizar a coletiva, demonstrou como o patriarcado se manifesta, mesmo com boas intenções. A autora critica a centralidade de homens aliados em lutas lideradas por vítimas.
O artigo critica a descrença em relação às vítimas de Jeffrey Epstein, mesmo com seus testemunhos juramentados, e a prioridade dada a emails e documentos em detrimento das palavras de centenas de sobreviventes. A autora aponta para uma campanha de gaslighting do Departamento de Justiça dos EUA e a proteção a poderosos citados em investigações, destacando a falha moral do patriarcado.