O documentário "Por Dentro da Machosfera" de Louis Theroux é criticado por não associar o crescimento da misoginia e dos discursos "red pill" à crise do capitalismo. A análise aponta que o filme falha em conectar a busca por pertencimento de jovens à deriva com o colapso de um sistema econômico que instrumentaliza o ódio. Essa ausência de ligação permite a proliferação de grupos que oferecem soluções catastróficas para problemas reais, como a falta de sentido na masculinidade.
O artigo discute a decisão do goleiro Gabriel Brazão de jogar mesmo com o pai em estado terminal na UTI, levantando questões sobre a romantização do trabalho no capitalismo. A autora questiona a ética que força indivíduos a priorizar o emprego em detrimento do luto e dos laços afetivos, criticando o sistema que pode levar à exaustão e ao sofrimento pessoal.
O artigo de Milly Lacombe discute a ameaça nuclear de Donald Trump e a relaciona com o capitalismo e a falta de empatia social. A autora questiona se o comportamento de Trump é demência ou imperialismo, criticando a possibilidade de uma guerra colonial justificada pelo sistema capitalista.
O artigo argumenta que o caso Jeffrey Epstein deve ser compreendido dentro das estruturas do patriarcado, e não como um sintoma do capitalismo ou de conspirações políticas. A autora defende que a violência contra mulheres e a dominação masculina são elementos centrais que organizam a sociedade e fundamentam sistemas econômicos.
O artigo critica a abordagem de segurança pública no Brasil, argumentando que a violência não é combatida com chacinas em favelas, mas sim exacerbada por elas. A autora defende que a verdadeira segurança pública se faz com respeito aos direitos humanos, investimento em infraestrutura e oportunidades, e não com a gestão de mortes.