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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Fifa adapta Copa do Mundo à era do individualismo Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 07/12/2025 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Donald Trump, presidente dos EUA, e Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante sorteio da Copa do Mundo de 2026 Imagem: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP Haverá jogos às 13 horas e outros às 23 horas, no horário do Brasil. Dá para ver tudo? Ah, dá! Pode apostar que os malucos que sempre fizeram isso vão fazer de novo, como euzinho... Mas serão 104 jogos na Copa do Mundo das 48 seleções, obviamente o dobro de partidas de quando tinha 24 times, como em 1994, nos Estados Unidos. Reinaldo Azevedo Datafolha pressiona Flávio ainda mais Marco Antonio Sabino Sucesso de Tarcísio sempre incomodou Bolsonaro Juca Kfouri Até molecada do Flamengo mereceu estar na festa Alexandre Borges Flávio é a escolha 'sangue e solo' do bolsonarismo A gente se orgulhava de assistir a todos também com 64 partidas, a partir de 1998, com 32 equipes. A questão dos horários é que mata. Como alguém que trabalha ou estuda, ou apenas dorme, vai ver tantos jogos num mesmo dia. E se um deles terminar à 1 hora da manhã do dia seguinte? Ué, é como se fosse Olimpíada. Claro que sim. Quantas vezes viramos madrugadas assistindo aos Jogos de Seul, Pequim, ou até mesmo Los Angeles? Vai acontecer outra vez em 2028. Mas a Copa do Mundo sempre teve um cuidado com espalhar o futebol pelos cinco continentes, inclusive quando as partidas eram na Ásia, e acordávamos de madrugada para ver o Brasil campeão de 2002. O que mudou não foi o futebol, nem a Fifa, nem o mais autoritário e personalista de seus presidentes, Gianni Infantino. Continua após a publicidade O que mudou foi o mundo. Quem quer ver todos os jogos, tirando eu e um bando de malucos? Alexandre Pato chegou à entrevista de Carlo Ancelotti e falou sobre o show. "Trump passou perto de nós, começou a mexer nas bolinhas e as pessoas gostam." A função de um presidente deveria ser presidir. O da Fifa, também. O dos Estados Unidos, então... Mas quem o observa, e gosta, entende que é legal demais quando ele mexe nas bolinhas. E quem está errado é quem pensa que o presidente deveria presidir, ter a liturgia do cargo, não usar meninas e mulheres como se fossem objetos, cuidar para que jornalistas não ficassem expostos ao frio e três graus negativos e à neve por duas horas, correndo o risco de precisar do serviço de saúde dos Estados Unidos, que não estará disponível para imigrantes ou turistas. Continua após a publicidade A Copa do Mundo reflete o mundo em que estamos vivendo. Quem vai querer ver o time dos outros. Eu quero ver o meu, é maior e melhor e, se perder, será por culpa do juiz. Ou da Fifa. Vai saber... Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Michelle foi quem mais visitou Bolsonaro na PF desde a prisão Venezuelanos compram kits de emergência por medo de intervenção de Trump Cobrança sobre imóveis surpreende moradores da Ilha do Governador Timemania: Prêmio acumula e vai a R$ 61 milhões; veja números e time Governo quer ganho mínimo para entregadores de app; empresas resistem