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Esporte Justiça cobra explicações do Corinthians e cita risco de intervenção judicial 26/03/2026 12h32 Deixe seu comentário A Justiça de São Paulo determinou que o Corinthians preste esclarecimentos sobre inconsistências nas informações financeiras apresentadas no âmbito do Regime Centralizado de Execuções (RCE). A decisão foi proferida pelo juiz Guilherme Cavalcanti Lamêgo, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, e citou um alerta sobre a possibilidade de adoção de medidas mais severas caso as divergências não sejam devidamente explicadas. O magistrado apontou, no despacho, ao qual a Gazeta Esportiva teve acesso, discrepâncias relevantes entre a receita declarada pelo clube e os valores efetivamente informados no fluxo de pagamentos do RCE referentes ao mês de fevereiro. Segundo a Administradora Judicial responsável pela fiscalização do processo, os números apresentados pelo Corinthians indicam uma diferença aproximada de R$ 149 milhões entre a receita declarada e aquela considerada para fins de rateio entre credores, o que motivou a intimação do clube para esclarecimentos formais. O juiz ainda alertou que a resistência no fornecimento de documentos ou a manutenção de dados inconsistentes poderá resultar na nomeação de um observador judicial ou, em último caso, de um interventor, com o objetivo de garantir a transparência, a efetividade e a regularidade do cumprimento do plano homologado no RCE. Carla Araújo Sessão de hoje deixa evidente fissuras no STF Josias de Souza Supremo institucionaliza o império dos penduricalhos Sakamoto Plano 'infalível' de Zambelli não se mostrou tão eficaz Dora Kramer STF amenizou, mas não acabou com os privilégios Questionamentos sobre o plano de rateio Além das divergências nas receitas, a decisão judicial também trata de impugnações apresentadas por diversos credores em relação ao plano de rateio dos valores já depositados judicialmente. A Administradora Judicial revelou que havia um saldo disponível de aproximadamente R$ 20,2 milhões nas contas do clube, mas credores alegam omissões de créditos reconhecidos em sentenças anteriores. Diante dessas manifestações, a Justiça determinou a intimação dos credores para novos posicionamentos e estabeleceu que a Administradora Judicial apresente esclarecimentos adicionais antes da eventual liberação dos pagamentos, seguindo o rito previsto no RCE. O que diz o Corinthians Em nota, o Corinthians afirmou que o Regime Centralizado de Execuções foi adotado como instrumento para organizar o pagamento de dívidas cíveis e evitar sucessivos bloqueios judiciais que comprometam o funcionamento do clube. Segundo a diretoria, o plano homologado pela Justiça prevê regras claras de destinação de receitas, fiscalização por administradora judicial e transparência na divulgação das informações financeiras aos credores e ao Judiciário. O clube sustenta ainda que vem cumprindo as obrigações previstas no RCE e reforça o compromisso com a reorganização financeiro-administrativa, destacando que a centralização das execuções permite previsibilidade no fluxo de caixa e tratamento isonômico aos credores, sem prejuízo às atividades esportivas e institucionais. Continua após a publicidade RCE do Corinthians O Regime Centralizado de Execuções do Corinthians foi homologado pela Justiça em janeiro de 2026 como parte do processo de reestruturação financeiro-jurídica do clube. O plano prevê o pagamento de cerca de R$ 450 milhões em dívidas ao longo de até dez anos, com destinação progressiva de percentual das receitas do clube para quitação dos débitos, além de mecanismos de controle e fiscalização judicial. Veja a nota completa do Corinthians: " O Sport Club Corinthians Paulista informa que, no âmbito do Regime Centralizado de Execuções (Processo nº 1189761-87.2024.8.26.0100), foi proferida, em 25 de março de 2026 (às 17h57min), decisão judicial que, dentre outros pontos, determinou a intimação do Clube para prestar esclarecimentos acerca de supostas inconsistências relacionadas à declaração de receitas do mês de fevereiro de 2026, com advertência quanto à eventual nomeação de observador judicial ou interventor em caso de resistência ou inconsistências persistentes. Contudo, é importante esclarecer que, em momento anterior à referida decisão, o Clube já havia apresentado, tempestiva e formalmente e nos autos do processo, todos os esclarecimentos solicitados pela Administração Judicial. Com efeito, no dia 24 de março de 2026, às 21h41min, o Sport Club Corinthians Paulista protocolou petição nos autos (fls. 10.332/10.339), detalhando a composição das receitas apontadas e esclarecendo, de maneira técnica e fundamentada, as divergências identificadas, incluindo, entre outros pontos, a distinção entre receitas operacionais e não operacionais, movimentações internas entre contas, operações financeiras, antecipações de recebíveis e receitas provenientes de negociação de atletas. Continua após a publicidade Antes mesmo do protocolo da referida manifestação, o Clube também realizou reunião com a Administração Judicial, oportunidade em que foram prestados esclarecimentos adicionais e reforçado o compromisso com a transparência e a cooperação no âmbito do Regime Centralizado de Execuções. Assim, verifica-se que os esclarecimentos já haviam sido prestados e juntados aos autos em data anterior à decisão proferida em 25 de março de 2026, circunstância que será oportunamente levada ao conhecimento do Juízo por meio de nova manifestação formal. O Sport Club Corinthians Paulista reafirma que sempre atuou de forma diligente, transparente e colaborativa no âmbito do Regime Centralizado de Execuções, mantendo diálogo constante com a Administração Judicial e fornecendo toda a documentação necessária sempre que solicitado. O clube lamenta o desencontro de informações e repudia o alarmismo e a campanha de descrédito promovida por influenciadores digitais que desconsideram a seriedade e a relevância de um trabalho fundamental para a reestruturação financeira da instituição, prejudicando a comunicação correta entre instituição e torcida. O Corinthians reitera, ainda, que permanece à inteira disposição do Juízo, da Administração Judicial e dos demais interessados para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que eventualmente se façam necessários, reafirmando seu compromisso com a regularidade, transparência e efetividade do processo. " Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora PL sofrerá debandada no Paraná por filiar Moro, diz líder de prefeitos Bets viram maior motor do endividamento das famílias no Brasil, diz estudo Transmissão ao vivo de Brasil x França pelo Amistoso: veja onde assistir Espanhola de 25 anos morre após ter eutanásia autorizada, diz jornal Carla Araújo: Sessão de hoje deixa evidente haver algumas fissuras no STF