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Análise dos Times

Botafogo

Principal

Motivo: A matéria foca na resolução de um imbróglio que afeta a gestão e o futuro financeiro do clube, apresentando o acordo como um passo positivo.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: A Eagle é tratada como parte em uma disputa judicial e negociação, com seu interesse em permanecer com o Lyon mencionado sem juízo de valor.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: O Lyon aparece como credor e parte em transações financeiras relacionadas ao Botafogo e Textor, mencionado de forma factual.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

botafogo john textor lyon eagle ares thairo arruda durcesio mello gda joao paulo magalhaes eduardo iglesias

Conteúdo Original

Botafogo supera início ruim e arranca empate contra o São Paulo O imbróglio que envolve o comando do Botafogo ganhou um capítulo importante no fim de semana. Depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) definir o Tribunal Arbitral como o órgão competente para julgar a disputa entre a SAF e a Eagle, as partes selaram um acordo de paz na esfera judicial e arbitral. A decisão abre caminho para um novo investidor. +Botafogo inicia última semana antes da pausa para Copa de olho no Brasileirão O acordo entre o Botafogo social e a Eagle/Ares é pauta nos bastidores há mais de um ano, mas o cenário nunca foi simples. A possibilidade se tornou mais viável entre o fim do ano passado e o início deste ano, quando John Textor começou a perder prestígio interno. O ex-CEO Thairo Arruda era um dos defensores do acordo e tomou a frente das negociações com a Ares por divergências com o americano. 1 de 2 João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo — Foto: Reprodução João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo — Foto: Reprodução No entanto, em fevereiro, Thairo deixou o clube por não concordar com as decisões de Textor , principalmente em relação ao empréstimo feito pela GDA para pagar o transfer ban de Thiago Almada. Nos bastidores, o americano passou a tratar o ex-CEO como "traidor". +Jovem goleiro do Botafogo, Cristhian Loor é convocado pela seleção do Equador Logo depois, o presidente do associativo, João Paulo Magalhães, que antes estava alinhado a Textor, passou a discordar de decisões, tratou o acordo como uma boa saída e negociou diretamente com a Ares. Ele chegou a fazer viagens para os Estados Unidos para se encontrar com representantes do fundo. 2 de 2 João Paulo Magalhães Lins e John Textor, presidente e dono da SAF do Botafogo, respectivamente — Foto: Bárbara Mendonça/ge João Paulo Magalhães Lins e John Textor, presidente e dono da SAF do Botafogo, respectivamente — Foto: Bárbara Mendonça/ge No dia 23 de abril, Textor foi afastado do comando do Botafogo por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Desde então, o americano não retornou ao poder e, nos bastidores, é considerado por muitos "carta fora do baralho". Durcesio Mello foi nomeado o diretor interino até a Assembleia Geral, que nomeou Eduardo Iglesias como diretor definitivo. O objetivo principal deste acordo de "cessar-fogo" é chegar a um acordo definitivo e oficializar a saída do Botafogo da Eagle. Desta forma, o associativo teria de volta os 90% das ações que pertencem à empresa. Mas, para isso, o Botafogo entende que há a necessidade da entrada de capital devido às consequências dos trâmites do "caixa único" da rede multi-clubes de Textor. É importante destacar que o Botafogo possui dívida com o Lyon, e o clube francês possui dívida com os alvinegros, tudo em função das transações feitas pelo americano. No entanto, a Eagle tem interesse em permanecer com o Lyon e admite pagar um valor como reembolso ao clube carioca, principalmente porque se livraria da dívida de cerca de R$ 2 bilhões. O valor do montante que seria pago ainda está em discussão. Em uma das rodadas de negociação, feita há alguns meses, foi levantada a possibilidade de chegar até 80 milhões de dólares (R$ 400 milhões na cotação atual) com a maior parte paga à vista. Além disso, estava prevista a ida de Montoro para o Lyon ao fim da temporada de 2026, como forma de o Lyon ser recompensado. A decisão do STJ, favorável à Eagle, abriu espaço para que o acordo se tornasse viável para as partes. Nos bastidores, a Eagle também colocou na mesa a possibilidade de negociar diretamente com o novo possível investidor. O discurso de pessoas envolvidas é de encontrar uma solução boa e interessante para a SAF Botafogo. GDA sai na frente A GDA é a favorita para comprar os 90% da SAF Botafogo, seja via venda direta da Eagle ou por uma venda feita pelo associativo, caso haja o acordo final com a Eagle e o clube recupere as ações. De toda forma, a proposta tem de ser apresentada no Conselho Deliberativo e aprovada pelos conselheiros. A GDA, no entanto, não é a única interessada. Há, inclusive, uma proposta do próprio Textor para recomprar. A ge apurou que a proposta da GDA está na casa dos 105 milhões de dólares (cerca de R$ 525 milhões) e, apesar de a empresa ter chegado ao Botafogo via Textor, não há envolvimento do americano. A negociação começou diretamente com o presidente João Paulo Magalhães, mas, nos bastidores, o fundo admite negociar com a Eagle se for necessário. O Botafogo se tornou SAF em 2022 e foi comprado por John Textor por R$ 400 milhões. Desde então, o clube conquistou dois títulos — Libertadores e Brasileirão em 2024 — e passou por momentos turbulentos, com a dívida alcançando o patamar de R$ 2 bilhões. No balanço divulgado no início do mês, as obrigações a curto prazo (até um ano) superam R$ 1,3 bilhão. + ✅Clique aqui para seguir o canal ge Botafogo no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Botafogo 🎧 Ouça o podcast ge Botafogo 🎧 Assista: tudo sobre o Botafogo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos