Botafogo e Eagle chegaram a um acordo de paz na Justiça, abrindo caminho para a entrada de um novo investidor na SAF. A negociação encerra um imbróglio judicial e arbitral que se arrastava há mais de um ano. A GDA surge como favorita para adquirir os 90% da SAF, com uma proposta na casa dos 105 milhões de dólares.
A SAF Botafogo obteve uma decisão judicial favorável no Rio de Janeiro, anulando uma medida recente do tribunal arbitral que previa a saída de Durcesio Mello do comando e a devolução de poderes à Eagle. A Justiça suspendeu essa decisão arbitral, reforçando o papel interino de Durcesio e mantendo a assembleia para referendar sua nomeação.
O Botafogo enfrenta um clima de ansiedade com a expectativa de um novo investimento, enquanto a Justiça do Rio de Janeiro suspende os direitos de voto da Eagle na SAF, mantendo Durcesio Mello como administrador do futebol. O clube social assume o comando, com a GDA Luma despontando como possível investidora.
O Botafogo SAF foi colocado à venda em um anúncio de classificados em jornal inglês, indicando uma possível desvalorização na gestão de John Textor. A dívida bruta da SAF saltou de R$ 932 milhões para R$ 2,5 bilhões, e a empresa de avaliação Meden estima o valor econômico do clube entre R$ 477 milhões e R$ 500 milhões negativos.
O Botafogo social busca uma estratégia para se desvincular de John Textor, atual dono da SAF, devido à instabilidade financeira e judicial. O plano envolve a busca por um novo investidor através do BTG e um processo de arbitragem que pode afastar Textor.