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Análise dos Times

Ponte Preta

Principal

Motivo: Matéria relata dados negativos objetivos: déficit de R$33 mi, greve do elenco, 210 ações trabalhistas e processos contra dirigentes, mas dá espaço à defesa oficial

Viés da Menção (Score: -0.4)

Motivo: Citado apenas como parceiro na derrubada das punições da Ponte Preta, sem avaliação jornalística do clube

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Ponte Preta CBF Diogo Silva Marco Antonio Eberlin Douglas Marques Luiz Antonio Alves Torrano SAF do Boavista TRT 15a Regiao Jose Henrique Specie

Conteúdo Original

Ponte Preta quebra jejum em fim de semana marcado por SAF reprovada O goleiro Douglas Marques e o zagueiro Diogo Silva entraram com ações na Justiça do Trabalho contra a Ponte Preta . A dupla passou recentemente pelo clube, mas saiu sem sequer estrear por causa dos transfer bans. Os processos foram protocolados na última sexta-feira, 25 de setembro. Além de cobrar o reconhecimento de vínculo empregatício e o pagamento de verbas trabalhistas, a dupla pede que o presidente Luiz Antônio Alves Torrano e o vice-presidente Marco Antônio Eberlin respondam por eventuais dívidas reconhecidas pela Justiça, alegando gestão irregular e temerária. + ge Ponte Preta tem canal no WhatsApp; clique aqui para seguir! + Veja mais notícias da Macaca no ge Ponte Preta completa 126 anos em meio à maior crise de sua história Diogo Silva cobra R$257.689,42, enquanto Douglas Marques reivindica R$127.377,77 - aproximadamente R$ 385 mil somados. Os dois atletas são representados pelos advogados Filipe Rino e Thiago Rino. A reportagem do ge entrou em contato com a assessoria de imprensa da Ponte sobre o assunto, e a posição até o momento, assinada pelo diretor jurídico José Henrique Specie, é a seguinte: — A Associação Atlética Ponte Preta informa que, até o presente momento, não foi citada nem intimada formalmente a respeito da referida ação judicial. O clube segue acompanhando as informações disponíveis e, assim que for oficialmente notificado, o caso será analisado pela Diretoria Jurídica, que adotará todas as medidas cabíveis para a defesa da entidade. A Ponte Preta reforça que esclarecimentos sobre o mérito da questão só poderão ser prestados após a regular ciência dos autos do processo na esfera judicial. 1 de 2 Zagueiro Diogo Silva deixa a Ponte sem estrear — Foto: Oscar Herculano/ EPTV Zagueiro Diogo Silva deixa a Ponte sem estrear — Foto: Oscar Herculano/ EPTV Segundo as ações, Diogo Silva e Douglas Marques chegaram ao clube em julho, foram integrados ao elenco e permaneceram à disposição até 26 de agosto, quando saíram depois de serem avisados que não poderiam ser registrados devido às punições sofridas pelo clube - que posteriormente foram derrubadas em parceria com a SAF do Boavista. Os atletas alegam que, apesar de nunca terem atuado oficialmente pela Ponte, houve relação de trabalho com o clube. A principal tese das ações é que o vínculo trabalhista não depende do registro esportivo junto à CBF, desde que estejam presentes elementos como subordinação, prestação de serviços e remuneração. Os advogados citam dispositivos da Lei Geral do Esporte para sustentar o pedido. Os valores cobrados incluem salários do período trabalhado, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), férias e 13º proporcionais, multa rescisória prevista na CLT e o pagamento da chamada cláusula compensatória, prevista para situações em que o contrato é encerrado por iniciativa ou responsabilidade do clube, levando em conta os pagamentos a receber até o fim do acordo inicialmente firmado - que iria até 30 de novembro. Responsabilização dos dirigentes As ações também sustentam que Marco Antônio Eberlin, presidente do clube entre 2022 e 2025 e atualmente vice-presidente e diretor de futebol, e Luiz Antônio Alves Torrano, presidente desde dezembro de 2025, podem ser responsabilizados com base em dispositivos da Lei Geral do Esporte - que tratam de atos de gestão irregular ou temerária. Para embasar o pedido, os documentos citam demonstrações financeiras recentes da Ponte. Entre os argumentos apresentados estão um déficit superior a R$ 33 milhões no exercício de 2025, atraso no recolhimento de encargos, paralisações realizadas por jogadores do elenco profissional em razão de atrasos salariais por causa da crise financeira e a sequência de ações trabalhistas movidas contra o clube, com 210 desde 2022, segundo uma certidão do TRT da 15ª Região - 55 somente em 2026, até 24 de setembro. 2 de 2 Marco Antonio Eberlin (à esquerda) e Luiz Alves Torrano (à direita) — Foto: Marcos Ribolli Marco Antonio Eberlin (à esquerda) e Luiz Alves Torrano (à direita) — Foto: Marcos Ribolli Os processos também mencionam um Termo de Compromisso de Controle Orçamentário assinado por Eberlin em 9 de setembro de 2025, quando ainda era presidente do clube, comprometendo-se a controlar o orçamento para cumprimento das obrigações junto ao Regime Centralizado de Execuções (RCE). — Três meses depois, o elenco anunciou greve: salários atrasados em até sete meses, férias e 13º salário de 2025 não pagos. O exercício fechou com déficit de 42% e nenhum tributo recolhido. O compromisso, exigido por lei para a centralização das execuções, simplesmente não foi cumprido — cita as ações. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Os pedidos serão analisados pela Justiça, com o devido espaço para apresentação da defesa durante o processo legal. Assista: reveja as matérias do Globo Esporte Campinas 50 vídeos