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Podcast debate vitória do Botafogo sobre o Bragantino A crise financeira do Botafogo ganhou novos capítulos. O transfer ban sofrido no fim do ano passado, resultado da dívida com o Atlanta United pela contratação de Almada, foi apenas a ponta do iceberg. Trata-se de um de outros casos nos quais a Fifa foi acionada por clubes que não receberam o acordado com o Alvinegro. 1 de 3
Dívidas Botafogo — Foto: Infoesporte Dívidas Botafogo — Foto: Infoesporte O caso do Almada foi o que ganhou holofote porque, no dia 30 de dezembro, o Botafogo sofreu transfer ban pelo não pagamento da dívida. Os clubes entraram em acordo em fevereiro deste ano, e os cariocas quitaram a primeira parcela. No entanto, estão em débito com a segunda parcela. Mas há uma acordo nos bastidores para evitar que o Atlanta United acione a Fifa novamente, ao menos neste primeiro momento. A punição aconteceu somente em dezembro, mas o caso é de conhecimento antigo nos bastidores do clube. O Botafogo foi condenado a pagar a dívida por Almada em 26 de fevereiro de 2025 e tinha 45 dias de prazo. Porém, entrou com recurso no Tribunal Arbitral do Esporte. Foram 10 meses até a publicação final da decisão do recurso, que causou o transfer ban. A decisão do Tribunal Arbitral do Esporte não cabe recurso, ou seja, é definitiva. A primeira condenação, feita pela Fifa, é comunicada de forma rápida. Logo, é comum que os clubes entrem com recurso no tribunal e ganhem tempo para tentar solucionar os problemas financeiros. Assim como no caso de Almada, o Botafogo repetiu a estratégia nas condenações das dívidas por Luiz Henrique e Artur. 2 de 3
Textor, Botafogo — Foto: Vitor Silva / Botafogo Textor, Botafogo — Foto: Vitor Silva / Botafogo Em outubro de 2025, o Botafogo foi condenado pela Fifa a pagar pouco mais de US$ 2 milhões ao Real Betis pela contratação de Luiz Henrique. O clube carioca entrou com um recurso no tribunal e, desde então, aguarda a sentença. Se for condenado a pagar, terá de quitar as pendências para evitar outro transfer ban. Nesta semana, houve também a condenação da Fifa pelos atrasos ao Zenit pela contratação de Artur. O Botafogo atrasou as três parcelas da contratação que custou 10 milhões de euros em janeiro de 2025. O clube carioca repetiu a estratégia do caso de Luiz Henrique: entrou com o recurso e aguarda a decisão do tribunal. +Bastidores: Textor vê "teimosia" de Anselmi antes de demissão e se irrita com oscilações da defesa do Botafogo Além das condenações, o Botafogo observa a movimentação de outros casos na Fifa. O Vélez entrou com uma ação referente ao não pagamento de parte do valor da contratação de Montoro. Em junho de 2025, a negociação foi acordada em US$ 9 milhões, e o clube carioca atrasou as parcelas. A entidade, no entanto, ainda não emitiu uma decisão. Entre as diversas contratações feitas na Era SAF, há algumas cobranças de forma oficial e há outras notificações extrajudiciais - um passo anterior a oficializar a ação na entidade. Há problema de pagamento nas contratações do meia Jordan Barrera, que chegou do Junior Barranquilla, do zagueiro Kaio Pantaleão, que estava no Krasnodar, e do atacante Arthur Cabral, que pertencia ao Benfica. São outras negociações que possuem ações na Fifa por atraso total ou de parte dos pagamentos. Além das transações com Ludogorets por Rawan Cruz e com New York City por Santi Rodríquez. No fim da matéria veja a lista das negociações. +Diretor do Botafogo cita conversas com Textor e explica busca por novo técnico: "Ainda não houve entrevista" — O John que está resolvendo (transfer ban). Ele tem tido boas reuniões, não só com o Atlanta, mas para o futuro do Botafogo. Ele está bem otimista, é um apaixonado pelo clube. A questão administrativa a gente deixa na mão dele e fica tranquilo que ele vai dar o melhor para o Botafogo - disse o diretor de gestão esportiva Alessandro Brito antes de continuar: — A gente tem um orçamento para o futebol. A questão financeira e administrativa está sendo resolvida com o John. No nosso dia a dia ela não gera impacto, a gente trabalha normalmente, os atletas trabalham normalmente, não falta nada dentro do nosso CT. A gente precisa cumprir algumas obrigações, principalmente com atletas e alguns agentes, mas não tem nada a ver o resultado com a questão administrativa - finalizou o dirigente logo após o sorteio da Copa do Brasil. Caso Almada gera atrito entre SAF e clube social O Botafogo ficou 38 dias impedido de registrar jogadores por causa do transfer ban. O clube carioca entrou em negociação com o Atlanta United e MLS em busca de um acordo para pagar a dívida e conseguiu o parcelamento: US$ 10 milhões à vista e quatro parcelas de US$ 5 milhões. John Textor precisou buscar um empréstimo no mercado para quitar a dívida. Foi este momento que gerou o maior atrito entre a SAF e o clube social. O americano conseguiu aprovar o empréstimo com a maioria dos votos no Conselho de Administração, mas Durcesio Mello — ex-presidente do clube e representante do associativo no órgão — votou nulo. 3 de 3
John Textor entre João Paulo Magalhães e Durcesio Mello — Foto: Vítor Silva/Botafogo John Textor entre João Paulo Magalhães e Durcesio Mello — Foto: Vítor Silva/Botafogo Com o ok do Conselho de Administração, Textor conseguiu receber US$ 25 milhões. No entanto, no documento, há uma cláusula que prevê a conversão da dívida com os novos investidores, GDA Luma Capital e Hutton Capital, em participação societária na SAF. Para isso, o presidente do clube social, João Paulo Magalhães, precisa assinar um documento autorizando esse movimento. Segundo apurou o ge, não há previsão de assinatura por parte de João Paulo Magalhães. Desta maneira, os investidores não liberaram a segunda parcela do empréstimo. Um dos motivos é que há um receio por parte dos novos investidores — GDA Luma Capital e Hutton Capital — em gerar atrito com a Ares, visto que têm relações em outros negócios ao redor do mundo. +Botafogo avança na negociação e está próximo de contratar Anthony, zagueiro do Goiás Neste cenário, o Botafogo ainda não pagou a segunda parcela do acordo com o Atlanta United e MLS. Sem dinheiro em caixa, o clube pediu uma extensão no prazo alegando problemas de movimentação financeira interna. No entanto, nos bastidores, há uma expectativa de que o atraso não renda uma nova punição imediata na Fifa por conta de um acordo verbal entre Textor e os americanos. Veja lista das negociações: Fevereiro de 2024 Luiz Henrique - 20 milhões de euros Julho de 2024 Thiago Almada - US$ 22 milhões Janeiro de 2025 Artur - 10 milhões de euros Fevereiro de 2025 Santi Rodriguez - US$ 17 milhões (fixos + metas) Rawan Cruz - 8 milhões de euros Junho de 2025 Montoro - US$ 9 milhões Kaio Pantaleão - US$ 1,5 milhões Arthur Cabral - 15 milhões de euros (fixo + metas) Julho de 2025 Jordan Barrera - US$ 4 milhões + ✅Clique aqui para seguir o canal ge Botafogo no WhatsApp 🗞️ Leia mais notícias do Botafogo 🎧 Ouça o podcast ge Botafogo 🎧 Assista: tudo sobre o Botafogo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos