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Futebol CBF estima perdas de R$ 420 milhões sem bets em 2027 Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 03/11/2026 18h23 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Samir Xaud, presidente da CBF Imagem: RAFAEL RIBEIRO/CBF A CBF calcula uma perda estimada de R$ 420 milhões em 2027 com a proibição das bets no mercado nacional. Esse número geral foi apresentado durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF). E o UOL apurou como foi feito o detalhamento dessa conta por parte da entidade. A calculadora da CBF traz um cenário de redução de 16% do valor de receitas orçado para 2027. O maior impacto projetado está no naming rights e na parte comercial da Copa do Brasil — algo na casa dos R$ 120 milhões, segundo a entidade. Janaína Figueiredo Visita de Janones à Argentina prejudica Lula Milly Lacombe Clubes afundam e passam vergonha no STF Chico Barney Descobri o que deu errado em A Fazenda esse ano PVC Chape pode ser rebaixada; os palpites do Brasileirão Esse espaço vinha sendo ocupado pela Betano. O contrato acabaria já neste ano, e a Medida Provisória do governo veio durante a janela de renovação. Ainda que haja substituição da marca — até por que a CBF já estava se organizando para ter apenas uma bet patrocinando a Copa do Brasil no novo ciclo de 2027-2030 —, a entidade calcula que há uma desvalorização dos patrocínios do futebol, devido ao aumento do espaços de patrocínio disponíveis no mercado. Além os patrocínios, a CBF inclui ainda nas projeções o impacto nos valores de direitos de transmissão que colocará no mercado. A própria Copa do Brasil escapou desse impacto. Antes da MP, a CBF fechou contratos que vão render pouco mais de R$ 1 bilhão por temporada. Como a CBF chegou aos R$ 420 milhões? Copa do Brasil (Naming e comercial) - R$ 120 milhões Seleção Brasileira (transmissão e comercial) - R$ 60 milhões Séries B, C e regionais (transmissão) - R$ 55 milhões Brasileirão Série A (Naming rights) - R$ 50 milhões Séries B, C e regionais (Naming e comercial) - R$ 40 milhões Futebol feminino (Transmissão, naming e comercial)- R$ 30 milhões Futebol de base (Transmissão, naming e comercial) - R$ 20 milhões Copa do Brasil (Data betting rights) - R$ 15 milhões Outras verticais - R$ 15 milhões Séries B, C e regionais (Data betting rights) - R$ 10 milhões Supercopa (Naming e placas) - R$ 5 milhões E o orçamento? A previsão da CBF era que a arrecadação ano que vem batesse R$ 2,7 bilhões. Sem as bets, a CBF estima que vai arrecadar R$ 2,28 bilhões. Continua após a publicidade A entidade ainda teve R$ 215 milhões de receitas não recebidas ainda em 2026, a partir da proibição das bets. É que valores de placas de publicidade estática da Copa do Brasil, além do naming rights, estão muito ligadas ao mercado de bets. Olhando até 2030, a CBF hoje estima uma perda de R$ 2 bilhões em receitas, com o impacto do veto às bets. O impacto gradual seria: 2027 : R$ 420 milhões 2028 : R$ 441 milhões 2029 : R$ 463 milhões 2030 : R$ 486 milhões A CBF está longe de uma crise financeira, mas tem batido na tecla de que iniciativas recentes passaram a injetar mais dinheiro no futebol e aumentar o volume de grana que sai do cofre da entidade. Na audiência pública no STF, o representante da CBF foi o advogado Igor Mauler Santiago. Ele mencionou que os "ativos" da CBF que são superavitários são: seleção brasileira e Copa do Brasil. A entidade aponta que essas duas propriedades subsidiam outras 26 competições, das Série B, C e D às copas regionais e de base — independentemente se masculinas ou femininas. Continua após a publicidade Além disso, a entidade calcula que iniciativas adotadas em 2026 geraram um investimento de R$ 192 milhões. Isso envolve mudanças no calendário, no futebol feminino, aumento nas competições de base e arbitragem, além da estrutura a agência do fair play financeiro. A CBF defende que, no mínimo, haja uma transição gradual, que seja capaz de diluir as perdas ao longo do tempo. O modelo mencionado é o da Premier League, que não vetou as apostas completamente, mas viu um período de três anos entre a decisão e a prática de tirar as bets dos espaços de patrocínio master dos clubes. "A CBF acredita, confia, que os três poderes, sob o cuidadoso escrutínio aqui do Supremo Tribunal Federal, saberão chegar a uma solução adequada, onde se equilibrem as importantes questões de saúde pública pelo nosso ministro da Saúde, e também a segurança jurídica, o desenvolvimento econômico e também o desenvolvimento esportivo", disse o representante da CBF na audiência de hoje. Os clubes fizeram uma onda de defesa às bets, mas os representantes do governo foram firmes nas críticas aos efeitos da atividade na economia e na saúde das famílias do país. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora TDAH em adultos: como reconhecer sinais que passam despercebidos por anos Resultado da Eleição nos EUA: como acompanhar apuração e quando termina Microbiota intestinal: 7 alimentos que fortalecem a saúde do intestino Janones defende Marina Ruy Barbosa e ataca 'elite' após polêmica Dólar flerta com R$ 5,50 e Ibovespa tem sexta queda consecutiva