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Análise dos Times

Sao Paulo

Principal

Motivo: Tom neutro: reportagem apresenta acusações do clube e a defesa de Casares de forma equilibrada, sem tomar partido.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

São Paulo Julio Casares Comissão de Ética Conselho Deliberativo ge Roberto Armelin

Conteúdo Original

Julio Casares acionou a Justiça contra o São Paulo e contestou as acusações que levaram à sua expulsão do quadro associativo do clube. O ex-presidente, que comandou a instituição entre 2021 e janeiro de 2026, afirma ter sido alvo de uma "trama política" e busca afastar a responsabilização por suposta gestão temerária durante sua passagem pela presidência. As informações são do site "ge". ➡️ Tudo sobre o Tricolor agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! São Paulo No processo, a defesa de Casares pede que seja reconhecida a inexistência de gestão temerária e que a aprovação das contas do clube entre 2021 e 2024 seja considerada para afastar eventual responsabilidade do ex-dirigente. A ação também questiona os gastos realizados por meio do cartão corporativo do São Paulo. A expulsão de Casares foi aprovada pelo Conselho Deliberativo em setembro, após análise de investigações internas. O ex-presidente foi enquadrado no artigo 34 do Estatuto Social do clube, que prevê punições para atos de gestão irregular ou temerária. Um dos pontos questionados envolve saques realizados das contas do São Paulo durante a gestão de Casares. Segundo relatório da Comissão de Ética citado pelo "ge", aproximadamente R$ 7 milhões não tinham documentação suficiente para comprovar adequadamente a origem, a finalidade e o destino dos valores. Ao todo, os saques realizados ao longo dos cinco anos de gestão chegaram a R$ 11,05 milhões. Desse montante, R$ 9,3 milhões foram sacados entre 2021 e 2024, enquanto outros R$ 1,7 milhão foram retirados em 2025. Na ação, Casares afirma que não era sua função explicar contabilmente a origem dos saques e diz que não foi questionado sobre o assunto pelo então diretor de compliance do clube, Roberto Armelin. O ex-presidente também sustenta que os valores foram utilizados em despesas como premiações a jogadores, pagamentos a prestadores de serviço e ações promocionais. Outro ponto abordado no processo são as despesas feitas com o cartão corporativo do São Paulo, que em que Casares gastou cerca de R$ 1 milhão durante seu mandato, com registros de pagamentos em restaurantes, estabelecimentos de luxo e outros tipos de despesas. O presidente teria devolvido parte do valor, no fim de 2025, de cerca de R$ 560.401,74, que classificou como referente a gastos pessoais. A defesa também utiliza o ressarcimento para contestar a responsabilização do ex-dirigente pelos gastos.