A promotora Norma Sueli Medeiros, do MP-AL, exigiu o envio de documentos do bloco Futebol Forte União (FFU) após representação do deputado federal Luciano Amaral pedindo abertura de inquérito sobre o contrato de 50 anos. Entre os questionamentos está o mecanismo de renovação do acordo, que pode configurar fraude à lei segundo pareceres técnicos, com alegado risco de prejuízo para CRB e CSA. A SME, principal investidora do bloco, emitiu nota defendendo o acordo como um dos maiores projetos de investimento privado do futebol brasileiro.
O Cade emitiu nota técnica dando dez dias para que a liga FFU e sua investidora SME expliquem o contrato de cessão de direitos por 50 anos com os clubes, questionando possíveis restrições à concorrência. Paralelamente, o Sinafut viu sua ação contra a SME na Justiça de Brasília ser extinta por falta de legitimidade. O caso evidencia a guerra de bastidores entre CBF, investidores, clubes insatisfeitos e emissoras na disputa pela formação da liga única do futebol brasileiro.
O Cade emitiu nota técnica declarando como 'complexo' o processo de análise da relação comercial entre os clubes da Futebol Forte União (FFU), a investidora SME e a LiveMode, dona da CazéTV. O órgão apontou quatro tópicos a esclarecer, incluindo os contratos de 50 anos, condições de entrada e saída dos clubes e eventuais relações verticais que afetem a concorrência na venda de direitos de transmissão do Brasileirão. A SME afirma que o aprofundamento da análise é positivo e permitirá demonstrar os ganhos econômicos do modelo.