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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Copa Feminina no Brasil começa de forma vexatória Milly Lacombe Colunista do UOL 26/01/2026 12h14 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Samir Xaud, presidente da CBF Imagem: RAFAEL RIBEIRO/CBF As imagens estão aí para que todos acessem. O lançamento da Copa do Mundo feminina no Brasil tem quase que integralmente homens nas imagens. Homens falando, homens sendo homenageados, homens celebrando homens, homens na audiência, homens pedindo de forma protocolar o fim do feminicídio: não pode isso aí, Brasil. Vamos parar de matar mulher, tá ligado? Mulher é gente como a gente. Foi esse o clima. De quem foi a ideia de realizar a festa de lançamento da Copa feminina homenageando homens? Seria bom se a gente soubesse o nome do alecrim. Destaquemos que os homenageados merecem todas as homenagens, apenas não era esse o evento para honrarias a homens. Milly Lacombe Copa Feminina no Brasil começa de forma vexatória Carlos Juliano Barros A marcha de Nikolas e a profecia de Haddad Maria Ribeiro 'O Agente Secreto' e a força da nossa identidade Felipe Salto Contas públicas continuam desafiadoras em 2026 Há centenas de mulheres que merecem homenagens pelo trabalho que fizeram em nome do futebol feminino ao longo da história. Por que elas não foram homenageadas? Fica o questionamento. Pedir que Cafu decore um minidiscurso sem nenhum tipo de paixão ou consciência sobre feminicídio é das coisas mais constrangedoras que poderíamos ter visto. Cercado por Formiga e Cristiane, o capitão do penta pegou o microfone e mandou um "vamos parar com isso" como se esse tipo de declaração fizesse alguma diferença em nossas vidas. Minutos depois do evento, as redes sociais já estavam circulando a revolta e o deboche de mulheres e de homens conscientes em relação ao machismo visto na festa. A CBF não se manifestou, a Fifa não se manifestou e tudo o que temos até aqui é um evento que vai entrar para a história como infâmia e vergonha. O futebol feminino é uma realidade e vai driblar todo tipo de preconceito. Mas devemos ressaltar a contradição que saltou aos olhos. Não são os executivos da CBF ou da Fifa que começarão a resolver o machismo no futebol. Eles são parte do problema, eles reproduzem a misoginia acreditando piamente que estão combatendo-a. A boa notícia é que estão passando vergonha porque já não é mais possível deixar de reconhecer o machismo e a misoginia em situações como essas. Gianni Infantino e Samir Xaud, os executivos de alta patente que deram o pontapé inicial na Copa 2027, já têm seus nomes devidamente associados a esse constrangimento internacional. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora 10 sinais de disfunção erétil que muitos homens ignoram por vergonha Por que casaco de chefe do ICE, dos EUA, foi comparado a uniforme nazista Enquete BBB UOL: distância entre emparedados cai em parcial atualizada Moraes manda polícia do DF detalhar rotina de Bolsonaro na Papudinha Lula telefona para Trump e pede para Conselho de Paz se limitar a Gaza