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Entenda por que contrato com Ticketmaster virou “salvação” para o São Paulo Julio Casares processou o São Paulo . O ex-presidente, expulso do clube no dia 10 de setembro, alega ter sido alvo de uma "trama política" em 2025 e se defende das acusações de gestão temerária e irregularidades durante o seu mandato, de janeiro de 2021 a janeiro de 2026. + Siga o canal ge São Paulo no WhatsApp No processo, a defesa de Casares pede para que seja declarada a inexistência de gestão temerária, o motivo principal pelo qual o ex-presidente foi expulso do São Paulo ; para que a aprovação das contas de 2021 a 2024 anule qualquer possível responsabilidade do ex-dirigente; e que a devolução dos valores pessoais gastos no cartão corporativo do clube configure ausência de dolo ou culpa grave. A decisão do Conselho Deliberativo de expulsar Casares foi baseada em investigações internas que apontaram gestão temerária ou irregular. O ex-dirigente foi enquadrado no Artigo 34 do Estatuto Social. Mais do São Paulo : + São Paulo não paga direitos de imagem e chega a quatro meses de atraso com elenco O processo foi revelado pela ESPN e confirmado pelo ge . 1 de 1
Julio Casares processa o São Paulo — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF Julio Casares processa o São Paulo — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF O relatório da Comissão de Ética, do relator Luiz Braga, citou também a constatação de aproximadamente R$ 7 milhões em saques das contas do clube "cuja documentação não permitia comprovar adequadamente origem, finalidade e destino". Casares, no processo contra o São Paulo , diz que não era função dele explicar contabilmente a origem destes saques e que nunca foi questionado por Roberto Armelin, diretor de compliance do clube. Ao todo, em cinco anos, R$ 11,05 milhões foram sacados das contas do São Paulo . Entre 2021 e 2024 foram R$ 9,3 milhões. Em 2025, R$ 1,7 milhão. Casares alega que os valores representam uma “fração irrisória”, cerca de “0,3% a 1% do total movimentado pelo clube no período”, e que foram usados para pagamento de bicho (premiação) aos atletas, prestadores de serviço e despesas promocionais. Outro argumento da Comissão de Ética foram os gastos no cartão corporativo do São Paulo . O relatório cita compras em estabelecimentos de luxo, restaurantes, charutaria, salões de beleza, despesas médicas e medicamentos pessoais, além de compras até em petshops. + Leia mais notícias do São Paulo O caso foi revelado pelo ge em reportagem de julho deste ano, mostrando que Julio Casares gastou R$ 1 milhão no cartão corporativo do São Paulo . Entre os gastos estão 71 idas ao Esch Café, uma casa de charutos; 53 pagamentos ao Gero, um dos restaurantes mais badalados da capital paulista; e diversas despesas em lojas de luxo. Casares diz que a devolução voluntária de R$ 560.401,74 ao São Paulo não configura dolo ou culpa grave. Na verdade, configuraria boa-fé. 🎧 Ouça o podcast ge São Paulo 🎧 + Assista: tudo sobre o São Paulo no ge, na Globo e no sportv 50 vídeos