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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte FIFA cria prêmio para celebrar a violência masculina contra mulheres Milly Lacombe Colunista do UOL 05/12/2025 16h36 Deixe seu comentário Donald Trump, presidente dos EUA, e Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante sorteio da Copa do Mundo de 2026 Imagem: KEVIN DIETSCH/Getty Images via AFP Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Não basta apenas calar, como faz Samir Xaud a respeito da violência praticada por homens contra mulheres. É preciso premiar, como fez Gianni Infantino, da FIFA. Donald Trump, acusado por quase 30 mulheres de práticas que vão do estupro ao toque nos genitais sem consentimento, saiu da cerimônia do sorteio dos grupos da Copa de 2026 com uma honraria por seu trabalho pela paz . Seria o caso de se perguntar: paz para quem? Donald Trump segue enviando armas para que bombas sejam jogadas sobre Gaza e Kiev, segue comparando imigrantes a lixo, segue construindo campos de concentração, segue praticando violências diárias. E, há décadas, declarou guerra ao corpo feminino. Trump já foi condenado por estupro, e outros casos seguem abertos. Ainda assim, Infantino achou decente entregar a esse homem um prêmio bizarro criado com o único objetivo de apalpar sua imensa vaidade. PVC Brasil cai no terceiro grupo mais duro da Copa Alicia Klein A vida do Brasil na Copa poderia ter sido muito pior Milly Lacombe Fifa cria prêmio que celebra violência masculina Amanda Klein Ministérios criticam calendário de emendas Seria como entregar a Hannibal Lecter um prêmio por ativismo vegano. A Mussolini um prêmio por trabalhos sociais. A Rishthofen um prêmio por cuidados com os pais. A Woody Allen um prêmio pelo combate à pedofilia. A Cauã Raymond um prêmio por bom comportamento profissional. Mas são tempos em que o absurdo pode se vestir de coerência e ninguém liga. Supostamente, nesse mundo fictício de Infantino e Trump, o presidente estadunidense teria interrompido guerras. Não é verdade, mas ainda que ele tivesse alcançado a paz mundial, seu passado de práticas de violências múltiplas contra mulheres - a mais recente na semana passada, quando chamou uma jornalista de "piggy", ou "porquinha" - deveria bastar para jamais ser candidato a qualquer outra coisa que não fosse a chance de apodrecer na cadeia. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Quem é o professor da USP preso nos EUA por atirar perto de sinagoga Argentina na semi? Veja como será o caminho do Brasil na Copa do Mundo 2026 Os bastidores da entrega de Mounjaro de Beto Louco para Alcolumbre Jogos do Brasil no grupo da Copa devem ser à noite; Fifa confirma amanhã Brasil em grupo nem fácil nem difícil