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Futebol Oposição do São Paulo trabalha por pedido de impeachment de Massis Valentin Furlan Do UOL, em São Paulo 24/04/2026 12h41 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Harry Massis Júnior, presidente do São Paulo Imagem: Marcello Zambrana/AGIF O STP, grupo de oposição com praticamente um quinto dos membros do Conselho Deliberativo do São Paulo, passou a costurar, na noite de quinta-feira, um pedido de impeachment contra o presidente do clube, Harry Massis Júnior. O que aconteceu O UOL ouviu de três lideranças no grupo que o argumento avaliado é de gestão temerária, já que Massis foi vice-presidente da gestão de Julio Casares, alvo de outro processo de impeachment no início do ano. O mesmo STP foi base para a coleta de assinaturas, que culminou na renúncia de Casares, dias depois. A movimentação se dá após uma série de desavenças nos bastidores políticos do clube , indo desde pautas no Deliberativo à manutenção de diretores e figuras-chave da gestão passada. A reprovação do balanço de 2025, que vinha sendo articulado pela situação, foi uma das pautas que geraram incômodo internamente. Daniela Lima STF morde isca da direita e alimenta 'agenda ética' Casagrande A Fifa não liga para Estêvão e Yamal Josias de Souza Correios provam que inferno existe Ronilso Pacheco Resposta de Gilmar a Zema expõe preconceitos Na noite desta quinta-feira, o próprio Massis protocolou um pedido de expulsão do presidente do Conselho, Olten Ayres de Abreu , por suposta gestão temerária após divergências sobre a tramitação da reforma do estatuto do clube. O início do movimento pelo processo de impeachment se deu poucas horas depois da representação ser oficializada. Olten Ayres faz parte de outro grupo ligado à oposição à Massis, o Força SP, com cerca de 20 conselheiros. Agora, caso a representação avance internamente, o pedido deverá ser encaminhado ao plenário do Conselho Deliberativo para uma discussão inicial entre os conselheiros. Para isso, são necessárias 50 assinaturas para convocação de uma reunião extraordinária. Em caso de aprovação em votação, o dirigente pode ser afastado do cargo ainda no âmbito interno do clube. Na sequência, o processo seguiria para Assembleia Geral dos sócios adimplentes, responsável pela palavra final sobre uma eventual destituição, em rito semelhante ao adotado no caso de Julio Casares. STP publica nota contra gestão O Grupo Salve o Tricolor Paulista manifesta sua firme oposição à gestão Massis e rejeita a alegação, difundida na mídia, de suposto apoio de 180 Conselheiros — número que não reflete a realidade plural e diversa do Conselho. Continua após a publicidade Foi por meio de petição elaborada e subscrita pelos membros do Salve o Tricolor Paulista que se viabilizou a destituição do ex-presidente do Clube e a consequente posse de Harry Massis. O início da nova gestão trouxe sinais de esperança, com medidas positivas como a demissão do então superintendente, elemento posteriormente expulso do quadro associativo, o afastamento do diretor geral do clube social, dirigente sob suspeita de atos de gestão irregular, a aparente colaboração com as autoridades nas investigações sobre ilícitos na instituição, e uma também aparente preocupação com a grave situação financeira da entidade. Entretanto, os acontecimentos recentes demonstram que tais iniciativas foram pontuais e não se traduziram em um compromisso efetivo com a correção de rumos. Como se fazia na gestão anterior, o presidente tentou impor politicamente ao Conselho Deliberativo a aprovação das demonstrações financeiras de 2025 e a renovação, sem licitação, do contrato com a fornecedora de material esportivo. Diante de análises técnicas que recomendavam a reprovação de ambas as matérias, os Conselheiros do Salve o Tricolor Paulista votaram, como sempre, de acordo com sua convicção e em defesa dos interesses do SPFC. O presidente Massis ainda mantém em seus cargos, de maneira inaceitável, diretores executivos e assessores diretos totalmente identificados com a gestão Julio Casares. Os recentes equívocos no departamento de futebol são reflexo direto da incapacidade da atual administração de promover mudanças estruturais. Fica evidente, portanto, que a atual gestão representa mera continuidade da anterior, reproduzindo práticas de centralização, baixa transparência e acordos políticos prejudiciais ao SPFC. Harry Massis reafirma, a cada decisão, sua condição de vice de Julio Casares — nada além disso. A oposição, hoje composta por mais de 100 conselheiros — em sua maioria integrantes do Salve o Tricolor Paulista —, seguirá firme na defesa de um modelo de gestão verdadeiramente democrático, profissional e livre dos vícios que a atual administração insiste em perpetuar. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Quina sorteia prêmio de R$ 614 mil; confira as dezenas Vencedor do Nobel de Física diz que humanidade não deve durar nem 50 anos Justiça condena SP a pagar R$ 200 mil a pais de morto com 11 tiros por PM Barriga definida aos 60 anos: o que comer e fazer para manter os músculos Ídolo do Benfica, Luisão questiona punição em caso Vini: 'Recado perigoso'