O colunista Juca Kfouri critica a reunião do ministro do STF Luiz Fux com 34 entidades para decidir sobre a relegalização das casas de apostas (bets) no Brasil. O autor argumenta que a questão deveria ser decidida de forma sumária ou remetida ao plenário do Supremo, e defende a manutenção da proibição da jogatina, apontando os danos à saúde pública e ao endividamento das famílias.
O ministro Luiz Fux, do STF, convocou audiência pública para o dia 3 de novembro antes de decidir sobre a suspensão da MP que proibiu a operação das casas de aposta no Brasil. Foram convocadas 26 instituições, incluindo clubes como Flamengo, Fluminense, Cruzeiro, Corinthians e São Paulo, além da CBF, associações do setor e órgãos governamentais. Ainda não há decisão sobre o mérito, e o texto da MP segue em análise em comissão mista do Congresso, com prazo máximo de 120 dias a partir de 25 de setembro.
Flamengo e Fluminense se uniram para protestar contra a Medida Provisória 1.394/2026, conhecida como 'MP das bets', que decreta o fim das casas de aposta no Brasil. Os clubes entraram em campo no Fla-Flu, no Maracanã, com a frase 'Proibir não é proteger' no espaço dos patrocinadores master. O Flamengo já havia realizado o mesmo protesto na rodada anterior contra o Santos.
São Paulo e Santos se enfrentam em duelo atrasado da 21ª rodada do Brasileirão, no primeiro jogo da primeira divisão nacional após a assinatura da Medida Provisória que proíbe casas de apostas no Brasil. O estádio apresenta placas com lemas de manifesto contra a proibição, idealizado por entidades ligadas ao setor de bets. Santos suspendeu contrato com a Novibet, enquanto São Paulo mantém patrocínio da Superbet e protocolou ação no STF contra a MP.