O artigo discute a declaração do presidente da FIFA, Gianni Infantino, em Davos, sobre apoio a Donald Trump, interpretando-a como um rompimento da entidade com a neutralidade esportiva. O autor argumenta que o esporte deve defender valores universais e direitos humanos, mas não se alinhar politicamente a líderes específicos, o que fragiliza a governança e a legitimidade do esporte.
O artigo discute como o esporte internacional, frequentemente alegando neutralidade política, na verdade atua como um ator geopolítico relevante em tempos de conflito. Compara as reações desiguais a guerras em Gaza e Ucrânia, e questiona a punição seletiva de países como a Rússia e, potencialmente, a Venezuela, defendendo a necessidade de critérios objetivos e coerentes para sanções esportivas.