A Justiça de São Paulo negou o pedido da Feng, que tentava bloquear o novo contrato do São Paulo com a Ticketmaster para gestão do sócio-torcedor e ingressos do Morumbis. O clube alegou que o contrato com a Feng previa rescisão unilateral sem direito de igualar propostas. O São Paulo receberá R$ 140 milhões da Ticketmaster até o fim do ano.
A Justiça de São Paulo rejeitou liminar da Feng que tentava impedir a execução do contrato entre o São Paulo e a Ticketmaster para gestão de ingressos e sócio-torcedor. A decisão da 12ª Vara Cível do TJ-SP mantém a vigência do acordo assinado pelo presidente Harry Massis, que prevê antecipação de R$ 110 milhões ao clube. A Feng, que tinha contrato até 2031, alegava exclusividade e direito de preferência, mas pode ainda transformar o pedido cautelar em ação plena.
O São Paulo quitou a primeira das quatro parcelas dos direitos de imagem atrasados com o elenco profissional usando um adiantamento de aproximadamente R$ 8 milhões da Ticketmaster. O valor faz parte de uma nova parceria aprovada pelo Conselho Deliberativo, que prevê até R$ 140 milhões de antecipações àaldia do clube. Após o pagamento, restam três meses de direitos de imagem pendentes.
O São Paulo firmou com a Ticketmaster uma parceria comercial de cinco anos, avaliada em R$ 140 milhões, que unificará em um único ecossistema a bilheteria do Morumbis e o programa de Sócio Torcedor. O contrato inicia-se em janeiro de 2027, exigindo rescisão antecipada do acordo atual com a Feng, que administra o programa de associados até 2031. A parceria contempla também a renovação do memorial do clube.
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou o contrato de cinco anos com a Ticketmaster, que será a nova gestora de ingressos do Morumbis e do sócio-torcedor. Aprovado por 184 votos a 44, o acordo prevê repasse de R$ 140 milhões ao clube, incluindo antecipação de R$ 110 milhões em forma de empréstimo. Os valores são tratados como solução para quitar dívidas salariais com o elenco.
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou o contrato com a Ticketmaster, que assumirá a gestão de ingressos do Morumbis a partir de janeiro de 2027. O acordo de cinco anos renderá R$ 140 milhões antecipados aos cofres do clube, valor que será usado para quitar pendências financeiras, incluindo direitos de imagem atrasados dos jogadores. A Ticketmaster também assumirá o programa de sócio-torcedor, substituindo a atual gestora Feng.
O São Paulo contesta a informação de que precisaria desembolsar cerca de R$ 40 milhões para rescindir antecipadamente o contrato com a Feng, empresa que gere o programa de sócio-torcedor, e estima o custo em aproximadamente R$ 3,7 milhões. A diretora jurídica do clube explica que a rescisão exige apenas aviso prévio de 180 dias com multa de 15% da receita do período. A decisão depende da aprovação do acordo com a Ticketmaster pelo Conselho Deliberativo, que prevê antecipação de R$ 140 milhões ao clube.
O São Paulo e a Feng, atual administradora do programa de sócio torcedor, divergem sobre a interpretação do direito de preferência após a inclusão do programa no escopo do contrato com a Ticketmaster. A empresa alega que não foi convidada para a concorrência e que teve um direito contratual violado, enquanto o clube sustenta que a cláusula se aplica apenas a renovações de contrato. O acordo com a Ticketmaster será votado no conselho deliberativo e a disputa pode se tornar uma nova briga entre clube e empresa.