A SAF do Botafogo solicitou à Justiça a prorrogação por mais 180 dias do período de proteção contra cobranças de dívidas no processo de recuperação judicial. O prazo atual termina em 18 de outubro e, se aprovado, o stay period será estendido até 16 de abril de 2027. A dívida sujeita ao processo é de R$ 1,286 bilhão, enquanto o passivo total da SAF supera R$ 2,5 bilhões.
A matéria apresenta um ranking dos clubes mais endividados do futebol brasileiro, destacando que 11 grandes equipes ultrapassaram R$ 1 bilhão em dívidas até setembro. Botafogo, Corinthians e São Paulo lideram com passivos superiores a R$ 2 bilhões, enquanto Flamengo e Palmeiras aparecem em situação financeira mais confortável devido ao patrimônio líquido positivo.
O Botafogo encerrou 2025 com uma dívida bruta de R$ 2,5 bilhões, um aumento significativo em relação ao ano anterior. A análise da auditoria Medem aponta déficits operacionais anuais e crescentes despesas com contratações como fatores que elevaram o endividamento, especialmente em débitos com partes relacionadas e fornecedores.
Uma auditoria recente apontou que o endividamento do Grêmio atingiu R$ 935,6 milhões ao final de 2025. Deste valor, R$ 516,4 milhões correspondem a obrigações de curto prazo a serem quitadas em 2026. A diretoria atual informou ter pago R$ 100 milhões em dívidas nos primeiros 60 dias de gestão.
Rafael Tenório, ex-presidente do CSA, revisitou a participação do clube na Série A de 2019 e declarou que repetiria o planejamento da época. Ele defende que a prioridade foi quitar o passivo do clube, mesmo com um time modesto, e que essa estratégia garantiu a saúde financeira em anos posteriores. Tenório comparou a situação do CSA com a de Sport e Fortaleza, que teriam descido de divisão com altos déficits.