Por Diego Garcia e João Felippe França em 2026-10-24
O Corinthians foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar cerca de R$ 59 mil a um ex-analista demitido após ter o nome indevidamente incluído em relatório de auditoria sobre desvios de uniformes da Nike. A Justiça entendeu que a demissão foi retaliatória, uma vez que o funcionário não participou da auditoria e ainda tinha uma promoção encaminhada. Além disso, a Justiça de São Paulo negou o pedido do Ministério Público para a prisão preventiva do vice-presidente Armando Mendonça, réu no processo que apura o suposto desvio de materiais esportivos.
Um movimento de torcedores chamado #ExpulsãoJá, com 50 mil assinaturas, protocolará nesta segunda-feira (27/04) um requerimento para a expulsão de Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians. A denúncia, baseada em investigações do MP-SP, alega uso indevido do cartão corporativo para despesas pessoais e exige votação aberta no Conselho Deliberativo.
A Comissão de Ética do Corinthians definiu um prazo de dez dias para a realização de uma audiência sobre o caso Andrés Sanchez, referente a despesas no cartão corporativo. O ex-presidente deverá prestar esclarecimentos documentados sobre gastos que somam mais de R$ 190 mil, com possibilidade de expulsão do clube. O Ministério Público de São Paulo também denunciou Sánchez por crimes financeiros.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ampliou as investigações sobre supostas irregularidades financeiras no Corinthians, incluindo ex-dirigentes das gestões de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves. Empresários também foram citados na apuração de notas frias e superfaturadas, com depoimentos agendados para março.
O Corinthians entrou com recurso solicitando a suspensão de um inquérito policial que apura uma possível intervenção judicial no clube. O Ministério Público de São Paulo contestou os argumentos corintianos, defendendo a manutenção do inquérito e destacando que o Judiciário pode intervir em casos excepcionais.