A Fifa retirou três das punições de transfer ban impostas ao Santos após o clube quitar débitos de R$ 950 mil referentes a mecanismos de solidariedade de jogadores. O clube da Vila Belmiro ainda mantém quatro sanções ativas, principalmente pelo débito de mais de R$ 17,5 milhões com a comissão técnica de Pedro Caixinha. Há ainda risco de novas punições por atrasos nos pagamentos dos zagueiros Alexis Duarte e Adonis Frías.
Investigação do jornal The Times revela que Gianni Infantino, presidente da Fifa, recebeu US$ 1,76 milhão (cerca de R$ 8,82 milhões) em pagamentos não divulgados em 2024, além de seu salário e bônus oficiais. O pagamento foi feito pela FWC2026 US Inc, empresa criada para organizar a Copa do Mundo de 2026, e registrado na Receita Federal dos EUA, mas não consta nos relatórios anuais da Fifa. Fontes indicam que pagamentos semelhantes ou maiores teriam ocorrido em 2025 e 2026, incluindo despesas de uma casa de luxo em Miami Beach.
O Ministério Público deu dez dias para o Corinthians identificar responsáveis pela fiscalização do contrato e pelos pagamentos à Incentiva, empresa que administrava o programa Fiel da Sorte, que oferecia sorteios e 'rabiscadinhas' a associados do Fiel Torcedor. Os documentos serão enviados à Promotoria que investiga uma possível intervenção judicial no clube, tendo em vista sinais de gestão temerária entre 2023 e 2026. Cerca de R$ 6,9 milhões foram pagos à Incentiva mesmo após a divulgação do programa ter sido encerrada nos canais oficiais em 2024.
O Corinthians quitou os salários atrasados de jogadores e funcionários referentes a setembro após a Caixa Econômica Federal liberar R$ 13 milhões que estavam bloqueados devido à dívida da Neo Química Arena. O valor faz parte de um acordo de R$ 27 milhões, e o restante ainda não tem data definida para devolução. A matéria também detalha as graves pendências financeiras do clube, incluindo quatro transfer bans da Fifa e dívidas com Philadelphia Union, CBF e Midtjylland.
A Uefa confirmou o recebimento de um dossiê de cerca de 50 mil páginas enviado pelo Real Madrid sobre o caso Negreira, que investiga pagamentos do Barcelona ao ex-vice-presidente do Comitê Técnico de Árbitros da Espanha. Os inspetores de ética e disciplina da entidade europeia vão analisar o material como parte do processo aberto em 2023. O Real Madrid defende que o Barcelona seja responsabilizado esportivamente caso seja comprovada violação das normas da entidade.
O São Paulo não conseguiu cumprir o pagamento dos direitos de imagem dos jogadores referentes a setembro, somando-se a atrasos recorrentes que chegam a acumular até seis meses para alguns atletas. A diretoria espera regularizar os débitos após a aprovação do contrato com a Ticketmaster, que prevê a antecipação de R$ 140 milhões ao clube. A expectativa é que os pagamentos sejam realizados até o dia 6 de outubro, condicionados à aprovação pelo Conselho Deliberativo.
O Corinthians recebeu um novo transfer ban da Fifa devido à falta de pagamento de multas relacionadas a processos anteriores de transfer bans já regularizados. Essa punição impede o clube de registrar novos jogadores por tempo indeterminado. Além disso, o clube enfrenta outras dívidas, incluindo uma com o Philadelphia Union e uma disputa com o Midtjylland.
A Justiça do Distrito Federal derrubou uma liminar que suspendia os pagamentos do BRB ao Flamengo, referentes a um contrato de patrocínio renovado até março de 2027 no valor de R$ 42,6 milhões. A decisão judicial considerou que não houve indicação concreta de vício legal ou irregularidade formal no ato impugnado.
Por Eduardo Moura, Esther Fischborn e Tomás Hammes em 2026-03-11
Racing, da Argentina, cobra Grêmio e Internacional por pagamentos atrasados de Nardoni e Carbonero, respectivamente. O clube argentino já acionou a FIFA contra o Inter. Enquanto o Colorado reconhece dívida pelo empréstimo e prazo para compra, o Grêmio afirma ter quitado integralmente a parcela de Nardoni.
O Junior Barranquilla cobra Botafogo e Grêmio por atrasos em pagamentos de transferências de jogadores. O clube colombiano revelou que os clubes brasileiros não cumpriram os prazos acordados para a venda de Enamorado e Jordan Barrera, impactando o fluxo de caixa.
O lateral-esquerdo Felipe Jonatan, ex-Santos e atualmente emprestado ao Mirassol, entrou com uma ação judicial contra o Fortaleza. Ele alega atrasos em pagamentos, incluindo salários, 13º, férias e FGTS, buscando a rescisão de contrato e uma indenização por assédio moral. O valor total da ação gira em torno de R$ 5,3 milhões.
O elenco da Ponte Preta anunciou a suspensão de suas atividades a partir de segunda-feira devido a atrasos salariais e de direitos de imagem. A paralisação ocorre por conta de dívidas que, em alguns casos, chegam a sete meses sem pagamento. Os jogadores citam a Lei Geral do Esporte para justificar a ação.
O Novorizontino entrou com uma ação judicial contra o Santos, cobrando uma dívida de aproximadamente R$ 8 milhões referente a pagamentos atrasados pelas contratações dos jogadores Luisão e Lucas Barbosa. O clube paulista alega não ter recebido valores devidos por ambas as negociações.
Pagamentos referentes ao contrato de rescisão entre São Paulo e Daniel Alves se tornaram alvo de disputa judicial. Um fundo de investimentos alega que Daniel Alves deixou de honrar um acordo para receber os valores devidos pelo clube, resultando em uma dívida milionária. Há também outras penhoras sobre os pagamentos, incluindo pensão alimentícia.
A Fifa Clearing House (FCH), criada há três anos, tem transformado a integridade financeira do futebol global ao centralizar e fiscalizar pagamentos de compensação por formação e mecanismo de solidariedade. A ferramenta já movimentou US$ 520 milhões e está garantindo que o dinheiro chegue a milhares de clubes, especialmente os de divisões inferiores e amadores, combatendo a opacidade histórica das transações.