O Corinthians informou à Justiça que teve contas bancárias bloqueadas, com R$ 291.670,53 penhorados, em meio a um processo movido pela Pixbet, que cobra quase R$ 40 milhões do clube. Os bloqueios ocorrem enquanto o clube acumula calotes no RCE (Regime de Centralização de Execuções), com o Ministério Público e diversos credores cobrando pagamentos atrasados que superam R$ 10 milhões. O Corinthians corre o risco de perder o plano de pagamento aprovado pela Justiça.
O Corinthians deixou de repassar R$ 10,1 milhões previstos pelo RCE, mecanismo que protege o clube de penhoras e bloqueios de contas, colocando em risco o acordo de reestruturação da dívida. A Pixbet, ex-patrocinadora e credora, pediu à Justiça o reconhecimento do descumprimento do plano homologado em janeiro. O clube também tem parcela vencida na CNRD da CBF, o que pode gerar sanções como transfer ban, e acumula dívida total estimada em R$ 2,7 bilhões.
Novos credores do Corinthians, a empresa Pix Star e o advogado Nelson Wilians, acionaram a Justiça alegando falta de pagamentos no âmbito do RCE, somando-se às reclamações do Nacional e de André Cury. O perito responsável por fiscalizar o regime deu prazo de 15 dias para o clube esclarecer o destino de mais de R$ 10 milhões. O descumprimento do plano de pagamentos pode levar à retomada das execuções individuais contra o clube.
O Flamengo entrou com ação no STF, na qualidade de amicus curiae, contra a Medida Provisória que impõe o fim das bets no Brasil. O clube, cujo patrocínio-máster é da Betano (R$ 268 milhões por temporada), argumenta que a medida impacta o financiamento do esporte, contratos vigentes e a segurança jurídica. A informação foi publicada pelo O Globo e confirmada pela Itatiaia.